Estresse pode causar problema de pele?

O mercado de cosméticos tem cada vez mais opções de produtos anti-idade. As pessoas têm se interessado mais por consumir alimentos antioxidantes. Linhas de maquiagem estão cada vez mais especializadas em atender as necessidades estéticas da pele. A medicina e as linhas de medicamentos buscam crescentemente resolver problemas dermatológicos.

Todos esses fatos têm uma razão em comum: a pele tem sofrido as consequências da má qualidade de vida, gerada pelo estresse, pela ansiedade, depressão etc. Por ser um órgão visível do corpo, uma pele fragilizada afeta não somente à saúde, mas também à autoimagem, à autoestima e até mesmo relacionamentos interpessoais.

            No artigo de hoje, veremos que o estresse causa problema de pele, sim. Falaremos sobre algumas doenças de pele agravadas por ele e daremos dicas de como proteger-se de maus hábitos que pioram o quadro de agitação, inclusive por meio de uma alimentação balanceada.

O adoecimento da pele

Em uma dissertação de mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, intitulada O adoecimento da pele: um estudo de qualidade de vida, estresse e localização da lesão dermatológica, a psicóloga Martha Wallig Brusius Ludwig observa que a pele pode ser considerada a parte externa do sistema nervoso, pois ambos originam-se da mesma camada celular, a ectoderme. A psicóloga nota que a pele é como um espelho de nossas emoções: “quando sentimos vergonha, enrubescemos; quando sentimos medo, empalidecemos”.

            No mesmo trabalho, Ludwig afirma que “o estresse é um fator que está relacionado com o surgimento e desenvolvimento de doenças” e que “o estresse psicológico e a ansiedade têm sido reconhecidos clinicamente pelos dermatologistas como relacionados à piora das lesões de pele”. É o caso da psoríase e do vitiligo, comprovadamente agravados por problemas nervosos.

            Saiba mais sobre as doenças de pele relacionadas ao estresse.

Psoríase: manchas avermelhadas e descamativas em regiões do corpo, como no rosto, joelho, cotovelo e couro cabeludo. Regiões mais raras também podem ser afetadas, como mãos, pés, genitálias e unhas. O estresse, embora não seja a causa primária da doença, é um forte complicador.

Vitiligo: assim como a psoríase, o vitiligo não tem suas causas totalmente esclarecidas, o que se sabe é que o estresse e demais problemas emocionais interferem profundamente no tratamento da doença. Com lesões formadas pela diminuição ou falta de melanócitos – células responsáveis pela formação do pigmento que dá cor à pele (melanina) – o vitiligo é caracterizado pela perda de pigmentação da pele, normalmente por um embranquecimento de regiões como rosto, braços, mãos ou, em casos mais avançados, no corpo quase todo.

Acne: embora aparentemente simples, a acne pode se tornar um grande pesadelo para muitas pessoas. O problema pode se agravar muito conforme o nível de estresse que a pessoa apresenta. A maioria dos pacientes confessam que o quadro agrava em tempos de inquietação. Caso o estresse não seja controlado, pode ocorrer a manipulação das lesões pelo paciente, acarretando em formação de escoriações e cicatrizes na pele. Há casos que chegam ao neurótico ou psicótico devido ao estresse emocional não tratado, levando alguns pacientes a serem medicados com antidepressivos.

            Outras doenças agravadas pelo estresse são a dermatite atópica, dermatite seborreica, desidrose, hiperidrose (suor excessivo), rosácea etc.

Como aliviar o estresse

O paciente precisa encontrar formas de aliviar a tensão diária, praticando exercícios físicos, ingerindo alimentos calmantes, meditando, conversando com alguém ou, para quem gosta, escrevendo um diário com as experiências que tem ao longo dos dias ou semanas; especialistas asseguram que a prática da escrita é terapêutica.

Alimentação balanceada

Uma alimentação saudável é fundamental para amenizar o estresse. Alguns alimentos indicados para o caso são: o alface, formado pelos compostos lactucina e lactupicrina, que são fortes calmantes naturais; tais substâncias estão presentes tanto nos talos quanto nas folhas; o espinafre e o brócolis, riquíssimos em potássio e ácido fólico, importantes para o funcionamento adequado das células; frutas como a laranja, excelente relaxante muscular, previsse a fadiga e combate os níveis de estresse, e o maracujá, cuja poder calmante não está apenas na polpa mas, principalmente, nas folhas da planta, que contêm alcaloides e flavonoides, que atuam como analgésicos e relaxantes musculares.

Os alimentos ricos em vitaminas do complexo B12, como queijo minas, amêndoas, carne, ovo, leite, banana, aveia e batata também são importantes para quem sofre com o estresse, porque repõem as proteínas usadas como fonte de energia em momentos de nervosismo.

Em caso de insuficiência alimentar, você pode contar com produtos do mercado de suplementação, como o Goji Berry com Cromo e Vitamina A, da Macrophytus, um poderoso inibidor da fadiga e do estresse, que também atua como antioxidante. O Goji Berry com Cromo e Vitamina A também impede a absorção de patógenos intestinais, previne infecções urinárias, evita prisão de ventre e auxilia da redução de colesterol. Acompanhe o nosso blog e a nossa Página no Facebook para acompanhar frequentemente os nossos conteúdos. Até o próximo post!

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